terça-feira, 8 de maio de 2012
ha momentos e momentos
Há
momentos em que tudo o que a gente precisa é dar colo para o próprio
coração. Aconchegá-lo no nosso olhar de escuta. Deixar que perceba que
naquele instante todas as outras coisas podem nos esperar um pouco; ele,
não. Ele é o nosso rei e o nosso reino. O papel para desenho e a caixa
de lápis de cor. A música e a orquestra. Nossa bússola e nosso mar. A
flor, o pólen, a borboleta, ao mesmo tempo. A colméia e o mel. O centro, onde tudo principia e para o qual tudo converge. Ele não pode esperar.
O coração da gente gosta de atenção. De cuidados cotidianos. De mimos
repentinos. De ser alimentado com iguarias finas, como a beleza, o riso,
o afeto. Gosta quando espalhamos os seus brinquedos no chão e sentamos
com ele para brincar. E há momentos em que tudo o que ele precisa é que
preparemos banhos de imersão na quietude para lavarmos, uma a uma, as
partes que lhe doem. É que o levemos para revisitar, na memória,
instantes ensolarados de amor capazes de ajudá-lo a mudar a frequência
do sentimento. Há momentos em que tudo o que precisa é que reservemos
algum tempo a sós com ele para desapertá-lo com toda delicadeza
possível.
domingo, 6 de maio de 2012
já
Já
fui julgada até crucificada. Já fui enaltecida e muito amada. Já fui
certa e errada. Já julguei e condenei. Me arrependi e me desculpei. Já
fiz de tudo um pouco porque meu verbo é solto. Se sinto, preciso falar,
se me incomoda tenho que questionar. Mal interpretada costumo ser mas o
que posso fazer quando preciso dizer o que vai dentro do meu coração e
bole com a minha emoção. Já fui injusta com quem não deveria ser e cruel com quem fez por merecer. Já fui bondosa e companheira.
Já fui até a enfermeira de vidas que desabavam. Já fui bombas que
estouravam em meio a guerras devastadoras. Já fui a doutora que curou um
coração que se feriu por amor. Já fui a personagem esquecida e a atriz
principal. Já fui recatada e imoral. Já fui alguém que o vento levou e
que trouxe, de volta, por um favor. Já acertei e errei adoeci e me
curei.
Já pedi e implorei. Já cedi, vendi e dei. Já me culpei e
me torturei por tantas coisas que nem sei. Já corri muito atrás mas era
longe demais e não consegui chegar. Já rasguei lembranças que não
prestavam mais. Já remexi o lixo para achá-las e de volta, na gaveta,
colocá-las. Já fiz de tudo um pouco afinal sou normal, só não posso
revelar o etc e tal."
ser feliz...
Felicidade não tem peso,
nem tem medida,
não pode ser comprada,
não se empresta, não se toma emprestada,
não resiste a cálculos, porque não material,
nos padrões materiais do nosso mundo.
Só pode ser legítima.
Felicidade falsa não é felicidade, é ilusão.
Mas, se eu soubesse fazer contas na medida do bem,
diria que a felicidade pode ter tamanho,
pode ser grande, pequena,
cabendo nas conchas da mão,
ou ser do tamanhão do mundo.
Felicidade é sabedoria, esperança,
vontade de ir, vontade de ficar,
presente, passado, futuro.
Felicidade é confiança:
fé e crença,trabalho e ação.
Não se pode ter pressa de ser feliz,
porque a felicidade vem devagarinho,
como quem não quer nada.
Ser feliz não depende de dinheiro,
não depende de saúde,
nem de poder.
Felicidade não é fruto da ostentação,
nem do luxo.
Felicidade é desprendimento,
não é ambição.
Só é feliz quem sabe suportar, perder,
sofrer e perdoar.
Só é feliz quem sabe, sobretudo, amar!
nem tem medida,
não pode ser comprada,
não se empresta, não se toma emprestada,
não resiste a cálculos, porque não material,
nos padrões materiais do nosso mundo.
Só pode ser legítima.
Felicidade falsa não é felicidade, é ilusão.
Mas, se eu soubesse fazer contas na medida do bem,
diria que a felicidade pode ter tamanho,
pode ser grande, pequena,
cabendo nas conchas da mão,
ou ser do tamanhão do mundo.
Felicidade é sabedoria, esperança,
vontade de ir, vontade de ficar,
presente, passado, futuro.
Felicidade é confiança:
fé e crença,trabalho e ação.
Não se pode ter pressa de ser feliz,
porque a felicidade vem devagarinho,
como quem não quer nada.
Ser feliz não depende de dinheiro,
não depende de saúde,
nem de poder.
Felicidade não é fruto da ostentação,
nem do luxo.
Felicidade é desprendimento,
não é ambição.
Só é feliz quem sabe suportar, perder,
sofrer e perdoar.
Só é feliz quem sabe, sobretudo, amar!
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